quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O Princípe



Capítulo I- De quantas espécies são os principados e de que modo podem ser conquistados
Vocabulário: Acrescido: Adicionado, anexo.
Ideia central: Existem dois tipos de principados, os principados hereditários e os principados novos. Eles podem ser conquistados com as armas de outros e suas próprias armas, ou pela sorte ou virtude.

Capítulo II- Dos principados hereditários
Vocabulário: Preterir: Prescindir de; omitir.
Ideia central: Nos principados hereditários, os príncipes tem mais facilidade em manter seu governo, pois basta não deixarem de lado os costumes dos antepassados, saber governar e ser amado por todos.

Capítulo III- Dos principados mistos
Vocabulário: Onerosos: Sobrecarrega; pesado.
Ideia central: Principado misto quer dizer que o povo tem sempre o desejo de mudança, desejo de melhoria, as pessoas, segundo Maquiavel, mudam com grande facilidade de governantes esperando tal mudança, que é sempre para pior. Nos principados mistos, o príncipe deve sempre ter o apoio do povo, deve conquistar os mais fracos sem aumentar o poder deles, para que assim com a chegada dos mais fortes ele consiga se manter no poder.

Capítulo IV- Porque o reino de Dario, ocupado por Alexandre, não se rebelou contra seus sucessores após a morte deste.
Vocabulário: Estupefato: Tomado de estupor; pasmado.
Ideia central: Aqueles reinos onde só há um príncipe e os outros são seus servos, são mais fáceis de serem mantidos. Já aqueles em que há um príncipe e seus barões, são mais fáceis de serem ocupados e difíceis de serem mantidos, pois não há união entre eles e sim competição, o que faz com que traga muita desordem.




Capítulo V- Como devem ser governados os principados ou as cidades que, antes de serem ocupados, viviam com suas próprias leis.
Vocabulário: Nenhuma palavra desconhecida.
Ideia central: A melhor maneira de governar um Estado já conquistado é destruí-lo, e como diz Maquiavel “se não o destruir, pode esperar ser destruído por ele”, pois aqueles que se acostumaram a viver livres dificilmente aceitará novas leis. Já aquele Estado que é acostumado a viver sem liberdade, não será difícil aceitar outro príncipe.

Capítulo VI- Dos principados novos que são conquistados com armas próprias e virtuosidade.
Vocabulário: Notoriedade: muito conhecido ou sabido.
Mitigue: abrandar, suavizar.
Excogitar: Descobrir alguma coisa, meditar.
Afortunados: Tornar feliz.
Furor: Sintoma de certos delírios.
Ideia central: Todos que conquistam por suas forças e virtudes um principado terão mais dificuldade para conquistar, mas se manterá com facilidade, pois depois de lutarem para conseguir o principado, certamente estará mais seguro e conseguirá enfrentar tudo com tranquilidade, terá força suficiente.

Capítulo VII- Dos principados novos que são conquistados com armas e a sorte dos outros.
Vocabulário: Astúcia: Habilidade em enganar, ardil, manha, esperteza; Sagacidade, finura, artifício.
Ideia central: Os Estados que são conquistados por virtude e não por sorte, ou descendência, são mais fortes, pois o príncipe que o conquistou certamente terá grandes alicerces, o que não deixará fracassar tão cedo. Já aquele que não teve esforço algum, não saberá lutar com armas próprias.

Capítulo VIII- Daqueles que conquistaram principados por meio de crimes.
Vocabulário: Concidadãos: Cidadão com a mesma cidade política que o outro.
Perfídia: Deslealdade, infidelidade, traição.
Ideia central: Há mais dois modos de tornar-se príncipe; pelo meio criminoso ou, por favor de seus cidadãos. Ao se tornar príncipe deve fazer o necessário para se manter, mas tentando ofender menos seus cidadãos e cortando o mal pela raiz, de uma vez só.Já o bem deve se fazer  aos poucos para degustar melhor.

Capítulo IX- Do principado civil.
Vocabulário: Hábil: que tem capacidade para fazer uma coisa com perfeição e conhecimento do que executa.
Perfídia: Deslealdade, traição, infidelidade.
Ideia central: Um principado civil é quando o povo vota para eleger o governante. Esse precisa do povo como seu amigo e principalmente ele precisa fazer o povo precisar dele e do Estado.

Capítulo X- Como devem ser consideradas as forças de todos os principados.
Vocabulário: Enfadonho: Molesto; monótono; desagradável.
Derredor: Em roda, à volta, em derredor de: em torno, em volta de.
Expugnar: Tomar à força de armas.
Ideia central: Um Estado deve estar sempre preparado, porque quando um inimigo resolver ataca-lo, não se destruíra facilmente, e não encontrará dificuldade de enfrentar o exercito deste. Assim o príncipe sempre terá a gratidão dos cidadãos. E se não, ele será obrigado a refugiar-se, se esconder atrás de muralhas.

Capítulo XI- Dos principados eclesiásticos.
Vocabulário: Pontífice: Dignidade sacerdotal da antiga Roma, alto dignitário eclesiástico.
Ideia central: Os Estados eclesiásticos são mantidos por costumes religiosos e não por virtude ou sorte. E mesmo que chegue algum poderoso, nada mudará, pois os costumes são fortes e mantém o povo unido.
Capítulo XII- De quantas espécies são as milícias e dos soldados mercenários.
Vocabulário: Espoliado: Tirar com artimanha a propriedade de alguma coisa.
Galhardia: Esforço, bravura.
Ideia central: As bases de um Estado são bons exércitos e boas leis. O Estado que possui exércitos mercenários jamais estará seguro, pois eles são desunidos e como estão ali somente por interesse, nunca dará sua vida para lutar pela pátria.

Capítulo XIII- Dos soldados auxiliares, mistos e próprios.
Vocabulário: Dúbias: Duvidoso; incerto; ambíguo.
Soldo: Vencimento dos militares.
Ideia central: As tropas auxiliares são inúteis como as mercenárias. Quando perdem, os que chamam ficam liquidados, e vencendo, fica prisioneiro. Já as mistas são eficazes, mais inferiores àquelas que são realmente de seu estado.

Capítulo XIV- O que compete a um príncipe acerca da milícia.
Vocabulário: Corroborar: Confirmar, validar, abonar. Adquirir força.
Ocioso: Inútil, improfícuo, que não serve pra nada. Desnecessário, supérfluo. Pessoa que não faz nada, que se entrega à ociosidade; vadio; preguiçoso.
Cabedal: Acumulação de coisas de valor; capital; bens; riqueza; dinheiro. Os bens intelectuais e morais adquiridos pelo estudo ou experiência.
Ideia central: Um príncipe deve sempre estar atento à guerra e a disciplina, mesmo em tempos de paz. Deve fazer com que seus soldados habituem com os lugares e estejam sempre preparados.

Capítulo XV- Daquelas coisas pelas quais os homens, e especialmente os príncipes, são louvados ou censurados.
Vocabulário: Rapaces: Ávido em apresar; rapinante; ávido de lucro.
Presunçoso: Vaidoso.
Ideia central: Um príncipe pode ate aparentar ter muitas qualidades, mas tê-las de verdade é quase impossível, então ele tem que agir de acordo com o momento. Ser bom quando preciso,e ser ruim se necessário.

Capítulo XVI- Da liberdade e da parcimônia.
Vocabulário: Parcimônia: extrema ou exagerada econômia.
Suntuosidade: Caráter daquilo que é suntuoso; magnificência, fausto.
Ideia central: O príncipe que é liberal, com o tempo acaba precisando onerar impostos para manter essa fama. Já um príncipe miserável depois é mais elogiado do que o liberal, pois não precisa tirar dinheiro de ninguém para mover guerras e empreendimentos. Então como diz Maquiavel “um príncipe deve importa-se pouco, para não precisar roubar seus súditos, para poder defender-se”.
Capítulo XVII- Da crueldade e da piedade se é melhor ser amando que temido, ou antes, temido que amado.
Vocabulário: Indulgente: Benévolo, complacente.
Ideia central: Maquiavel deixa claro nesse capitulo, que aqueles que são temidos conseguem muito mais o apoio daqueles que estão à sua volta, do que aqueles que são amados, pois os temidos mostram confiança e se apoia naquilo que é seu, e não dos outros.

Capitulo XVIII- De que modo os príncipes devem manter a palavra dada.
Vocabulário: Nenhuma palavra desconhecida.
Ideia central: Existem duas formas de lutar: pela lei e pela força. Nem sempre o príncipe pode agir de boa-fé, principalmente quando é necessário para isso ele ir contra os próprios interesses e quando os motivos para que mantenha a palavra não existam mais.

Capítulo XIX- De que modo se deve evitar ser desprezado e odiado.
Vocabulário: Potentado: Soberano de poder absoluto; Homem muito poderoso.
Benévolo: Pessoa animada de disposições favoráveis; benevolente, benigno, bondoso.
Ideia central: Os príncipes devem tomar cuidado para que suas decisões sejam definitivas, não deve aborrecer os poderosos e agradar o povo, pois do contrario o Estado será perdido facilmente.

Capítulo XX- Se as fortalezas e muitas outras coisas que a cada dia são feitas pelos príncipes são uteis ou não.
Vocabulário: Nenhuma palavra desconhecida.
Ideia central: Um príncipe nunca deve desarmar seus súditos e sim arma-los, pois assim se tornaram fiéis e o príncipe irá poupar o ódio desses. E como diz Maquiavel: “O príncipe não sendo odiado terá a melhor fortaleza que possa existir, porque mesmo que tenha fortalezas, se o povo o odiar elas não o salvarão”. Então aqueles que constroem fortaleza e não dão importância em ser odiado pelo povo, facilmente será destruído.




Capítulo XXI- O que convém a um príncipe para ser estimado.
Vocabulário: Deliberação: Decidir-se, resolver-se.
Ideia central: Aqueles que seguem o caminho da neutralidade na maioria das vezes caem em ruína, devem ter amigo ou inimigo declarado. O Estado que El apoia se vencer, será um grande aliado e senão, este sempre terá que ajudar seu companheiro. O príncipe nunca deve aliar-se a alguém mais poderoso que ele, pois se vencer ficará prisioneiro.

Capítulo XXII- Dos ministros que os príncipes tem junto de si.
Vocabulário: Nenhuma palavra desconhecida.
Ideia central: Uma das coisas mais importantes para um príncipe é a escolha dos ministros. Existem três tipos: um que entende as coisas por se, outro que distingue o que os outros entendem e o terceiro que não entende nem por si  nem por intermédio dos outros. Assim primeiro é excelente, o segundo muito bom e o terceiro é inútil. Um ministro nunca deve pensar em si próprio e sim no Rei.

Capítulo XXIII- Como se deve evitar os aduladores.
Vocabulário: Comprazem: agradar a alguém.
Ideia central: Uma das grandes dificuldades que um príncipe tem é se afastar dos aduladores, assim para se prevenir ele deve escolher somente homens sábios que falam somente quando ele perguntar, o príncipe por sua vez deve saber ouvir esses conselhos mas, não significa que deve segui-los.

Capítulo XXIV- Por que os príncipes da Itália perdem seus Estados.
Vocabulário: Bonança: Sossego; tranquilidade de espírito.
Ideia central: Os príncipes novos são muito mais atentos as suas decisões do que o hereditário e isso faz com que atraem os homens que ficam satisfeitos e procuram mais. Já os hereditários que ficam anos no poder e depois perdem por não ter pensado no futuro e acreditado que a sorte não iria mudar, não merece o apoio de ninguém por ter se acomodado.




Capítulo XXV- Quando pode a sorte nas coisas humanas e de que modo se deve resistir a ela.
Vocabulário: Nenhuma palavra desconhecida.
Ideia central: Segundo Maquiavel, tudo que acontece pode ser concedido pela sorte, mas metade disso podemos controlar. O príncipe deve agir no tempo certo e estar preparado para quando a sorte mudar, Maquiavel diz: “seja impetuoso e cauteloso com a sorte”.

Capítulo XXVI- Exortação para tomar a defesa da Itália e libertá-la das mãos dos Bárbaros.
Vocabulário: Exortação: Procurar convencer por meio da persuasão, do conselho.
Ideia central: No ultimo capitulo, Maquiavel fala da fraqueza dos chefes dos exércitos italianos, pois os que sabem não são obedecidos e todos acreditam saber muito. E diz que é preciso, portanto, preparar as armas, para poder defender-se dos estrangeiros com a própria bravura italiana.Ele também deixa claro o porquê escreveu “O Príncipe”, pois queria ajudar a Lorenzo Dei Medici a se tornar o libertador da Itália e também ver sua pátria se levantar

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