quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Política



O termo política é derivado do grego antigo e se refere a todos os procedimentos relativos à pólis, ou à cidade-estado. O significado de política é muito abrangente e está, em geral, relacionado com aquilo que diz respeito ao espaço público.
Na ciência política, trata-se da forma de atuação de um governo em relação a determinados temas sociais e econômicos de interesse público: política educacional, política de segurança, política salarial, política habitacional, política ambiental, etc.
O sistema político é uma forma de governo que engloba instituições políticas para governar uma Nação. Monarquia e República são os sistemas políticos tradicionais. Dentro de cada um desses sistemas podem ainda haver variações significativas ao nível da organização. Por exemplo, o Brasil é uma República Presidencialista, enquanto Portugal é uma República Parlamentarista.
Num significado mais abrangente, o termo pode ser utilizado como um conjunto de regras ou normas de uma determinada instituição. Por exemplo, uma empresa pode ter uma política de contratação de pessoas com algum tipo de deficiência ou de não contratação de mulheres com filhos menores. A política de trabalho de uma empresa também é definida pela sua visão, missão, valores e compromissos com os clientes.

O Princípe



Capítulo I- De quantas espécies são os principados e de que modo podem ser conquistados
Vocabulário: Acrescido: Adicionado, anexo.
Ideia central: Existem dois tipos de principados, os principados hereditários e os principados novos. Eles podem ser conquistados com as armas de outros e suas próprias armas, ou pela sorte ou virtude.

Capítulo II- Dos principados hereditários
Vocabulário: Preterir: Prescindir de; omitir.
Ideia central: Nos principados hereditários, os príncipes tem mais facilidade em manter seu governo, pois basta não deixarem de lado os costumes dos antepassados, saber governar e ser amado por todos.

Capítulo III- Dos principados mistos
Vocabulário: Onerosos: Sobrecarrega; pesado.
Ideia central: Principado misto quer dizer que o povo tem sempre o desejo de mudança, desejo de melhoria, as pessoas, segundo Maquiavel, mudam com grande facilidade de governantes esperando tal mudança, que é sempre para pior. Nos principados mistos, o príncipe deve sempre ter o apoio do povo, deve conquistar os mais fracos sem aumentar o poder deles, para que assim com a chegada dos mais fortes ele consiga se manter no poder.

Capítulo IV- Porque o reino de Dario, ocupado por Alexandre, não se rebelou contra seus sucessores após a morte deste.
Vocabulário: Estupefato: Tomado de estupor; pasmado.
Ideia central: Aqueles reinos onde só há um príncipe e os outros são seus servos, são mais fáceis de serem mantidos. Já aqueles em que há um príncipe e seus barões, são mais fáceis de serem ocupados e difíceis de serem mantidos, pois não há união entre eles e sim competição, o que faz com que traga muita desordem.




Capítulo V- Como devem ser governados os principados ou as cidades que, antes de serem ocupados, viviam com suas próprias leis.
Vocabulário: Nenhuma palavra desconhecida.
Ideia central: A melhor maneira de governar um Estado já conquistado é destruí-lo, e como diz Maquiavel “se não o destruir, pode esperar ser destruído por ele”, pois aqueles que se acostumaram a viver livres dificilmente aceitará novas leis. Já aquele Estado que é acostumado a viver sem liberdade, não será difícil aceitar outro príncipe.

Capítulo VI- Dos principados novos que são conquistados com armas próprias e virtuosidade.
Vocabulário: Notoriedade: muito conhecido ou sabido.
Mitigue: abrandar, suavizar.
Excogitar: Descobrir alguma coisa, meditar.
Afortunados: Tornar feliz.
Furor: Sintoma de certos delírios.
Ideia central: Todos que conquistam por suas forças e virtudes um principado terão mais dificuldade para conquistar, mas se manterá com facilidade, pois depois de lutarem para conseguir o principado, certamente estará mais seguro e conseguirá enfrentar tudo com tranquilidade, terá força suficiente.

Capítulo VII- Dos principados novos que são conquistados com armas e a sorte dos outros.
Vocabulário: Astúcia: Habilidade em enganar, ardil, manha, esperteza; Sagacidade, finura, artifício.
Ideia central: Os Estados que são conquistados por virtude e não por sorte, ou descendência, são mais fortes, pois o príncipe que o conquistou certamente terá grandes alicerces, o que não deixará fracassar tão cedo. Já aquele que não teve esforço algum, não saberá lutar com armas próprias.

Capítulo VIII- Daqueles que conquistaram principados por meio de crimes.
Vocabulário: Concidadãos: Cidadão com a mesma cidade política que o outro.
Perfídia: Deslealdade, infidelidade, traição.
Ideia central: Há mais dois modos de tornar-se príncipe; pelo meio criminoso ou, por favor de seus cidadãos. Ao se tornar príncipe deve fazer o necessário para se manter, mas tentando ofender menos seus cidadãos e cortando o mal pela raiz, de uma vez só.Já o bem deve se fazer  aos poucos para degustar melhor.

Capítulo IX- Do principado civil.
Vocabulário: Hábil: que tem capacidade para fazer uma coisa com perfeição e conhecimento do que executa.
Perfídia: Deslealdade, traição, infidelidade.
Ideia central: Um principado civil é quando o povo vota para eleger o governante. Esse precisa do povo como seu amigo e principalmente ele precisa fazer o povo precisar dele e do Estado.

Capítulo X- Como devem ser consideradas as forças de todos os principados.
Vocabulário: Enfadonho: Molesto; monótono; desagradável.
Derredor: Em roda, à volta, em derredor de: em torno, em volta de.
Expugnar: Tomar à força de armas.
Ideia central: Um Estado deve estar sempre preparado, porque quando um inimigo resolver ataca-lo, não se destruíra facilmente, e não encontrará dificuldade de enfrentar o exercito deste. Assim o príncipe sempre terá a gratidão dos cidadãos. E se não, ele será obrigado a refugiar-se, se esconder atrás de muralhas.

Capítulo XI- Dos principados eclesiásticos.
Vocabulário: Pontífice: Dignidade sacerdotal da antiga Roma, alto dignitário eclesiástico.
Ideia central: Os Estados eclesiásticos são mantidos por costumes religiosos e não por virtude ou sorte. E mesmo que chegue algum poderoso, nada mudará, pois os costumes são fortes e mantém o povo unido.
Capítulo XII- De quantas espécies são as milícias e dos soldados mercenários.
Vocabulário: Espoliado: Tirar com artimanha a propriedade de alguma coisa.
Galhardia: Esforço, bravura.
Ideia central: As bases de um Estado são bons exércitos e boas leis. O Estado que possui exércitos mercenários jamais estará seguro, pois eles são desunidos e como estão ali somente por interesse, nunca dará sua vida para lutar pela pátria.

Capítulo XIII- Dos soldados auxiliares, mistos e próprios.
Vocabulário: Dúbias: Duvidoso; incerto; ambíguo.
Soldo: Vencimento dos militares.
Ideia central: As tropas auxiliares são inúteis como as mercenárias. Quando perdem, os que chamam ficam liquidados, e vencendo, fica prisioneiro. Já as mistas são eficazes, mais inferiores àquelas que são realmente de seu estado.

Capítulo XIV- O que compete a um príncipe acerca da milícia.
Vocabulário: Corroborar: Confirmar, validar, abonar. Adquirir força.
Ocioso: Inútil, improfícuo, que não serve pra nada. Desnecessário, supérfluo. Pessoa que não faz nada, que se entrega à ociosidade; vadio; preguiçoso.
Cabedal: Acumulação de coisas de valor; capital; bens; riqueza; dinheiro. Os bens intelectuais e morais adquiridos pelo estudo ou experiência.
Ideia central: Um príncipe deve sempre estar atento à guerra e a disciplina, mesmo em tempos de paz. Deve fazer com que seus soldados habituem com os lugares e estejam sempre preparados.

Capítulo XV- Daquelas coisas pelas quais os homens, e especialmente os príncipes, são louvados ou censurados.
Vocabulário: Rapaces: Ávido em apresar; rapinante; ávido de lucro.
Presunçoso: Vaidoso.
Ideia central: Um príncipe pode ate aparentar ter muitas qualidades, mas tê-las de verdade é quase impossível, então ele tem que agir de acordo com o momento. Ser bom quando preciso,e ser ruim se necessário.

Capítulo XVI- Da liberdade e da parcimônia.
Vocabulário: Parcimônia: extrema ou exagerada econômia.
Suntuosidade: Caráter daquilo que é suntuoso; magnificência, fausto.
Ideia central: O príncipe que é liberal, com o tempo acaba precisando onerar impostos para manter essa fama. Já um príncipe miserável depois é mais elogiado do que o liberal, pois não precisa tirar dinheiro de ninguém para mover guerras e empreendimentos. Então como diz Maquiavel “um príncipe deve importa-se pouco, para não precisar roubar seus súditos, para poder defender-se”.
Capítulo XVII- Da crueldade e da piedade se é melhor ser amando que temido, ou antes, temido que amado.
Vocabulário: Indulgente: Benévolo, complacente.
Ideia central: Maquiavel deixa claro nesse capitulo, que aqueles que são temidos conseguem muito mais o apoio daqueles que estão à sua volta, do que aqueles que são amados, pois os temidos mostram confiança e se apoia naquilo que é seu, e não dos outros.

Capitulo XVIII- De que modo os príncipes devem manter a palavra dada.
Vocabulário: Nenhuma palavra desconhecida.
Ideia central: Existem duas formas de lutar: pela lei e pela força. Nem sempre o príncipe pode agir de boa-fé, principalmente quando é necessário para isso ele ir contra os próprios interesses e quando os motivos para que mantenha a palavra não existam mais.

Capítulo XIX- De que modo se deve evitar ser desprezado e odiado.
Vocabulário: Potentado: Soberano de poder absoluto; Homem muito poderoso.
Benévolo: Pessoa animada de disposições favoráveis; benevolente, benigno, bondoso.
Ideia central: Os príncipes devem tomar cuidado para que suas decisões sejam definitivas, não deve aborrecer os poderosos e agradar o povo, pois do contrario o Estado será perdido facilmente.

Capítulo XX- Se as fortalezas e muitas outras coisas que a cada dia são feitas pelos príncipes são uteis ou não.
Vocabulário: Nenhuma palavra desconhecida.
Ideia central: Um príncipe nunca deve desarmar seus súditos e sim arma-los, pois assim se tornaram fiéis e o príncipe irá poupar o ódio desses. E como diz Maquiavel: “O príncipe não sendo odiado terá a melhor fortaleza que possa existir, porque mesmo que tenha fortalezas, se o povo o odiar elas não o salvarão”. Então aqueles que constroem fortaleza e não dão importância em ser odiado pelo povo, facilmente será destruído.




Capítulo XXI- O que convém a um príncipe para ser estimado.
Vocabulário: Deliberação: Decidir-se, resolver-se.
Ideia central: Aqueles que seguem o caminho da neutralidade na maioria das vezes caem em ruína, devem ter amigo ou inimigo declarado. O Estado que El apoia se vencer, será um grande aliado e senão, este sempre terá que ajudar seu companheiro. O príncipe nunca deve aliar-se a alguém mais poderoso que ele, pois se vencer ficará prisioneiro.

Capítulo XXII- Dos ministros que os príncipes tem junto de si.
Vocabulário: Nenhuma palavra desconhecida.
Ideia central: Uma das coisas mais importantes para um príncipe é a escolha dos ministros. Existem três tipos: um que entende as coisas por se, outro que distingue o que os outros entendem e o terceiro que não entende nem por si  nem por intermédio dos outros. Assim primeiro é excelente, o segundo muito bom e o terceiro é inútil. Um ministro nunca deve pensar em si próprio e sim no Rei.

Capítulo XXIII- Como se deve evitar os aduladores.
Vocabulário: Comprazem: agradar a alguém.
Ideia central: Uma das grandes dificuldades que um príncipe tem é se afastar dos aduladores, assim para se prevenir ele deve escolher somente homens sábios que falam somente quando ele perguntar, o príncipe por sua vez deve saber ouvir esses conselhos mas, não significa que deve segui-los.

Capítulo XXIV- Por que os príncipes da Itália perdem seus Estados.
Vocabulário: Bonança: Sossego; tranquilidade de espírito.
Ideia central: Os príncipes novos são muito mais atentos as suas decisões do que o hereditário e isso faz com que atraem os homens que ficam satisfeitos e procuram mais. Já os hereditários que ficam anos no poder e depois perdem por não ter pensado no futuro e acreditado que a sorte não iria mudar, não merece o apoio de ninguém por ter se acomodado.




Capítulo XXV- Quando pode a sorte nas coisas humanas e de que modo se deve resistir a ela.
Vocabulário: Nenhuma palavra desconhecida.
Ideia central: Segundo Maquiavel, tudo que acontece pode ser concedido pela sorte, mas metade disso podemos controlar. O príncipe deve agir no tempo certo e estar preparado para quando a sorte mudar, Maquiavel diz: “seja impetuoso e cauteloso com a sorte”.

Capítulo XXVI- Exortação para tomar a defesa da Itália e libertá-la das mãos dos Bárbaros.
Vocabulário: Exortação: Procurar convencer por meio da persuasão, do conselho.
Ideia central: No ultimo capitulo, Maquiavel fala da fraqueza dos chefes dos exércitos italianos, pois os que sabem não são obedecidos e todos acreditam saber muito. E diz que é preciso, portanto, preparar as armas, para poder defender-se dos estrangeiros com a própria bravura italiana.Ele também deixa claro o porquê escreveu “O Príncipe”, pois queria ajudar a Lorenzo Dei Medici a se tornar o libertador da Itália e também ver sua pátria se levantar

Cidadania



A idéia de cidadania é muito antiga. Surgiu no século VIII A.C, na Grécia uma sociedade em que os homens eram considerados livres e iguais, a chamada Polis – Grega. O poder não mais se concentrava na mão de apenas um indivíduo como ocorria no passado, todas as decisões que afetariam a comunidade eram discutidas, deliberadas e votadas. Nesse período a cidadania esteve longe de ser universal, apenas era considerado cidadão aquele que possuía riquezas materiais e propriedades de terra.
Cidadania na idade média –
Na idade média com o feudalismo, a cidadania encontrou obstáculos, havendo inúmeros aspectos que inviabilizavam sua existência. O poder do feudalismo era administrado pela igreja católica e o exercício desse poder era hierárquico e inquestionável.
Sob essa estrutura não poderia existir cidadania, pois entre os gregos a cidadania era a igualdade entre os homens e o direito de discussão e deliberação para resolver os conflitos, enquanto no feudalismo o poder era dividido de forma arbitrária e os ditos da igreja eram incontestáveis.
Cidadania no Renascimento –
O período entre o século XIV e XVI denominado Renascimento foi a época de transição do feudalismo para o capitalismo e foi marcado pelo ressurgimento da cidadania. Era considerado cidadão aquele que possuía o direito sobre as questões de cidade-estado. Tal direito não abrangia a todos, a cidadania era privilégio da elite dominante.
Cidadania hoje –
Aristóteles definiu o cidadão como todo aquele que tem o direito e consequentemente o dever de formar um governo, hoje ser cidadão abrange muito mais que isso.
Ser cidadão é ter direitos e deveres e é ser reconhecido como um membro pleno e igual da sociedade. Já a cidadania é a conquista de tais direitos e o cumprimento dos deveres.
É através da cidadania que o indivíduo pode exercer seu papel fundamental no desenvolvimento da sociedade, lutando por melhores garantias individuais e coletivas e por direitos essenciais como: o direito à vida, à liberdade, à propriedade, e à igualdade.
Um fato marcante que elevou a cidadania ao que conhecemos hoje foi a Carta de Direitos da ONU (1948). Nela afirma-se que todos os homens são iguais perante a lei, independente de raça, credo e etnia. Confere-se o direito a um salário digno, à educação, à saúde, à habitação e ao lazer. Assegura-se o direito de livre expressão, de militar em partidos políticos, sindicatos, movimentos e organizações da sociedade civil.
No que diz respeito aos deveres, a Carta estabelece que cabe aos homens fazer valer os direitos para todas as pessoas, ter responsabilidade pelo grupo social, respeitar e cumprir as normas e leis elaboradas e decididas coletivamente.