A idéia de cidadania é muito antiga.
Surgiu no século VIII A.C, na Grécia uma sociedade em que os homens eram
considerados livres e iguais, a chamada Polis – Grega. O poder não mais se
concentrava na mão de apenas um indivíduo como ocorria no passado, todas as
decisões que afetariam a comunidade eram discutidas, deliberadas e votadas.
Nesse período a cidadania esteve longe de ser universal, apenas era considerado
cidadão aquele que possuía riquezas materiais e propriedades de terra.
Cidadania na idade
média –
Na idade média com o feudalismo, a cidadania
encontrou obstáculos, havendo inúmeros aspectos que inviabilizavam sua
existência. O poder do feudalismo era administrado pela igreja católica e o exercício
desse poder era hierárquico e inquestionável.
Sob essa estrutura não poderia existir
cidadania, pois entre os gregos a cidadania era a igualdade entre os homens e o
direito de discussão e deliberação para resolver os conflitos, enquanto no
feudalismo o poder era dividido de forma arbitrária e os ditos da igreja eram
incontestáveis.
Cidadania no
Renascimento –
O período entre o século XIV e XVI
denominado Renascimento foi a época de transição do feudalismo para o
capitalismo e foi marcado pelo ressurgimento da cidadania. Era considerado
cidadão aquele que possuía o direito sobre as questões de cidade-estado. Tal
direito não abrangia a todos, a cidadania era privilégio da elite dominante.
Cidadania hoje –
Aristóteles definiu o cidadão como todo
aquele que tem o direito e consequentemente o dever de formar um governo, hoje
ser cidadão abrange muito mais que isso.
Ser cidadão é ter direitos e deveres e é ser
reconhecido como um membro pleno e igual da sociedade. Já a cidadania é a
conquista de tais direitos e o cumprimento dos deveres.
É através da cidadania que o indivíduo pode
exercer seu papel fundamental no desenvolvimento da sociedade, lutando por
melhores garantias individuais e coletivas e por direitos essenciais como: o
direito à vida, à liberdade, à propriedade, e à igualdade.
Um fato marcante que elevou a cidadania ao
que conhecemos hoje foi a Carta de Direitos da ONU (1948). Nela afirma-se que
todos os homens são iguais perante a lei, independente de raça, credo e etnia.
Confere-se o direito a um salário digno, à educação, à saúde, à habitação e ao
lazer. Assegura-se o direito de livre expressão, de militar em partidos
políticos, sindicatos, movimentos e organizações da sociedade civil.
No que diz respeito aos deveres, a Carta
estabelece que cabe aos homens fazer valer os direitos para todas as pessoas,
ter responsabilidade pelo grupo social, respeitar e cumprir as normas e leis
elaboradas e decididas coletivamente.
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